A sigla CCD tem uma lista enorme de significados … mas vamos ficar com o charge-coupled device, ou Dispositivo de Carga Acoplado, em bom portugês. Para quem ainda não entendeu: é o que capta as imagens nas boas câmeras fotográficas… as de celular geralmente usam o CMOS, que é mais barato (vou falar dele em outro post).
Enfim, como funciona o sensor CCD, e o que pode mudar nas suas fotografias se você souber como ele trabalha?

Imagem de um sensor CCD, publicada na Wikipedia sob domínio público, por Merzperson.
Assim como nas câmeras antigas, a luz proveniente dos objetos e do ambiente passa pelas lentes, que são relonsáveis pelo foco. É o foco que dá nititez à imagem e riquesa de detalhes. Só que, ao invéz do filme dos modelos mais antigos, nas câmeras digitais a imagem é projetada sobre um CCD.
Imagine uma matriz formada de inúmeros fotossensores (sensores de luz) – cada um deles capta a luz que se projeta sobre ele, que corresponderá a um pixel na imagem. Cada um desses fotossensores armazena um valor de intensidade luminosa, que não pode ser lido diretamente. A leitura é feita na extremidade do CCD depois que as cargas acumuladas nos fotossensores se deslocam para lá. No MSPC tem boas ilustrações para entender (olhe mas não copie, estão protegidas por copyright!).
A quantidade de fotossensores determina a quantidade de pixels que a fotografia terá, ou megapixels, como dizem os fabricantes de câmeras fotográficas (1 megapixel equivale a um milhão de pixels).
E as cores?
Existem algumas formas de captar imagens coloridas com CCDs. Sensores instalados em satélites, como o CBERS usam um sensor para cada cor, mas câmeras para uso pessoal, em geral, usam o filtro de bayer.

Ilustração de um filtro de bayer, por mim mesma.
Sobre cada fotossensor existe um filtro de uma das cores primárias – verde, vermelho e azul. Isso faz com que cada sensor capte a a luz de um canal de cor. Só depois de lido pelo software da câmera, esse mosaico colorido é tranformado em uma imagem RGB, tal como estamos a costumados a ver no computador.
Essa informação interfere na minha fotografia?
Primeiro: os “megapixels”, sozinhos não dão qualidade à imagem. Lembre-se que o sensor recebe a luz atravéz das lentes, que devem estar posicionadas de forma a conseguir o melhor foco. Lentes fixas (como de algumas câmeras baratinhas), de má qualidade ou até sujas podem produzir efeitos bem indesejáveis.
Segundo: Fotografias impressas em 10 X 13 cm ficam muito bem se a imagem tiver 2 megapixels, segundo a minha experiência e o HowStuffHorks. Mais que isso só vai ocupar memória sem trazer benefício nenhum. Para postar as fotografias em sites de relacionamento você sempre acaba “diminuindo elas no photoshop”, e colocando fora vários “megapixels”.
Estatísticas de pesquisa:
Para escrever este post procurei primeiro na wikipédia: a versão em inglês (link no primeiro parágrafo) é boa, mas bem difícil de ler. Em português temos só um esboço…
O google me apresentou o seguinte:
“charge-coupled device”: 788.000 resultados, sendo 118.000 de um ano ou menos.
Usando o mesmo termo, para resultados somente em português, foram 3.160, sendo 848 de um ano ou menos.
Para o termo em portugês: “Dispositivo de Carga Acoplado” foram apenas 318 resultados.
Apesar de toda essa “fartura”, foi difícil achar informação de qualidade. A maioria dos sites é de venda de produtos.


Upgrade para o filtro de bayer:
http://ptnik.blogspot.com/2008/09/fujifilm-super-ccd-exr.html