A idéia de me atualizar em relação ao Gimp surgiu na semana passada, quando estive em Porto Alegre para o I Fórum de Tecnologia em Software Livre (e visitar a minha família, que mora lá). Assisti a um minicurso sobre o software, que foi bem básico, mas serviu para me fazer acordar para o potencial que eu estava deixando passar. O Gimp é desenvolvido mais para edição de imagens do que para processamento. Ele é ótimo para preparar imagens e gráficos para exibição na web, material didático, mas há bons recursos para processamento e análise de imagens também.
Uso o Gimp há algum tempo para preparar as imagens para a web porque acho a interface deles para .jpg e .png ótima. Mas meu uso se restringia a este e uns outros poucos recursos.
Instalando…

Screenshot da caixa de ferramentas principal do Gimp.
Comecei este artigo fazendo algo que já deveria ter feito há tempos: baixando e instalando a última versão do Gimp. Para quem está acostumado com coisas da microsoft, a primeira impressão pode ser estranha. Ele abre duas pequenas janelas, uma com um menu e outra com uma caixa de ferramentas. Não há a famosa área de trabalho, que esconde todo o seu desktop. Depois que me acostumei a trabalhar assim, achei bem melhor.
Recursos
No item ‘File’ do menu principal, você encontra o ‘Open’, que vai permitir que abra uma imagem, como é padrão para a maioria dos programas. Aliás, há algumas ferramentas básicas que estão acessíveis por mais de um caminho – o que aumenta a chance de qualquer usuário encontrá-las sem ajuda.
O software conta com boas ferramentas de seleção, vários modos do operações de histograma (brilo, contraste, curvas, etc.), um bom conjunto de filtros, entre muitos outros recursos. Ele também trabalha com layers, stacks e transparências.
E ainda tem o melhor recurso de todos: qualquer programador (de C) pode fazer um plugin com a função que quiser. Há um site com orientação aos desenvolvedores.
Help
Quando tentei usar o Help, recebi uma mensagem de que ele não está instalado. Voltei à página inicial e encontrei um arquivo de instalação do help – para a versão 2.4 (a última é a 2.6). Por isso, quem quiser ajuda tem que usar a página dos manuais de usuários. A documentação mais recente existe em 10 línguas, incluindo inglês (claro) e espanhol, mas não portuquês.
Na nossa língua, existem dois sites principais, o gimp.com.br e o OGimp, que traze alguns tutoriais e outras informações, e também um fóruns, onde você pode perguntar e pedir ajuda.
Se o gimp ainda não tem aquele recurso de que você precisa, peça aos desenvolvedores. Pedir pode parecer estranho para alguns de nós, acostumados à relação impessoal com fabricantes tradicionais, mas em software livre é diferente: a equipe de desenvolvimento precisa saber o que os usuários querem ver implementado, para melhorar o software.
Junte-se ao grupo!
Para quem, como eu, acredita que software livre é um bom caminho e quer contribuir, há uma lista de formas de ajudar o Gimp, onde fica claro que qualquer pessoa pode fazer algo. Aliás, se você for um bloger como eu e quiser contribuir com o projeto sem mudar muito a sua rotina, é só passar a usá-lo, e contar para todo mundo, como fiz lá no rodapé.



Muito bom! Gostei do seu texto sintetizou bem o programa e mostrou o caminho, te convido a participar do site OGIMP mandando um tutorial que publicaremos com todo prazer, ví que leva jeito!
Olá, Anderson!
Obrigada pelo elogio e pelo convite. Farei sim, provavelmente para março.